"Quanto você cobra por uma identidade visual?" é a pergunta que mais trava quem está começando. Cobra pouco e trabalha um mês por um valor que não paga as contas. Cobra muito e o cliente some. A boa notícia é que dá para sair do chute.
Neste artigo você vai ver as faixas de preço de 2026, o que entra em cada uma e como apresentar o valor sem gaguejar.
As faixas de preço em 2026
Para uma identidade visual completa (logo com variações, paleta, tipografia, aplicações básicas e um manual simples), estas são as faixas que usamos como referência:
| Fase | Faixa de referência | Perfil |
|---|---|---|
| Iniciante | a partir de R$ 1.000 | Primeiros clientes, portfólio pequeno |
| Intermediário | por volta de R$ 2.500 | Alguns projetos entregues e resultado para mostrar |
| Experiente | R$ 5.000 ou mais | Anos de mercado, processo definido, indicação |
Só o logo, sem manual, costuma sair bem mais barato: de R$ 400 a R$ 2.000, dependendo da fase. Os valores de todos os serviços estão na tabela de preços completa.
Importante: tabela é ponto de partida, não regra. Cidade, tamanho do cliente e prazo mudam o preço. Uma clínica em capital paga diferente de uma lanchonete no interior.
Por que a identidade visual não pode sair barata
Identidade visual é o projeto em que o iniciante mais perde dinheiro. Parece "só um logo", mas envolve briefing, pesquisa, várias alternativas, ajustes, aplicações e a preparação dos arquivos finais. Somando tudo, passa fácil de 20 horas de trabalho.
Faça a conta: se você cobrar R$ 400 por uma identidade completa e levar 25 horas, ganhou R$ 16 por hora. Isso antes de descontar software, internet e imposto. É por isso que, antes de qualquer tabela, você precisa saber o seu preço mínimo por hora.
O que colocar em cada pacote
Em vez de mandar um valor só, ofereça três opções. O cliente deixa de pensar em "sim ou não" e passa a escolher "qual deles". Um exemplo:
- Básico: logo principal, uma variação, paleta de cores e arquivos para web e impressão.
- Recomendado: tudo do básico, mais tipografia, 3 aplicações (cartão, perfil do Instagram e papelaria) e um guia simples de uso.
- Completo: tudo do recomendado, mais manual da marca, modelos de post e aplicações extras (fachada, uniforme, embalagem).
A maioria escolhe o do meio. Por isso, o pacote recomendado precisa ser o que você realmente quer vender, com o preço que você realmente quer cobrar.
Quando cobrar mais
Alguns detalhes justificam aumentar o valor. Deixe isso claro na proposta, e não depois:
- Urgência: entrega em menos de 48 horas, cerca de 40% a mais.
- Empresa grande ou de capital: de 20% a 30% a mais.
- Arquivos abertos: se o cliente quer os editáveis e isso não estava no escopo, cerca de 30% a mais.
- Rodadas extras de ajuste: cobre pela hora técnica.
- Imagem ou fonte paga: repasse o custo ao cliente.
Como falar o preço
Nunca justifique o preço pelas horas que você trabalhou. O cliente não liga para isso. Justifique pelo que a marca vai fazer por ele: ser lembrada, parecer mais profissional, cobrar mais caro pelo próprio produto.
Percebeu o final? O sinal de 50% já vai junto com o preço. Isso filtra quem não está decidido e protege você de trabalhar de graça. Tem um artigo só sobre como pedir o sinal sem perder o cliente.
Resumo
- Descubra o seu mínimo por hora antes de olhar qualquer tabela.
- Use as faixas de R$ 1.000, R$ 2.500 e R$ 5.000 como referência de identidade completa.
- Apresente três pacotes e recomende o do meio.
- Deixe na proposta o que aumenta o preço.
- Peça 50% para começar.
Descubra quanto cobrar em 1 minuto.
Escolha o serviço, diga em que fase você está e veja o preço de referência de 2026, o sinal e o seu mínimo por hora.
Ficou com alguma dúvida? Veja as perguntas frequentes sobre preço e clientes de design.
