Muito designer iniciante tem vergonha de pedir pagamento adiantado. Parece desconfiança, parece que vai espantar o cliente. Na prática, acontece o contrário: o sinal filtra quem não está decidido e mostra que você trabalha como empresa.
Por que o sinal é bom para os dois lados
- Para você: garante que o tempo investido vai ser pago, mesmo se o cliente desistir no meio.
- Para o cliente: reserva o seu tempo na agenda e marca o início oficial do projeto.
- Para a relação: quem paga para começar se compromete mais, responde mais rápido e aprova mais fácil.
O cliente que some depois de três rodadas de ajuste quase nunca é o que pagou sinal.
Quanto pedir
O mais comum é 50% para começar e 50% na entrega. Em projetos grandes, dá para dividir em três partes: 40% no início, 30% na aprovação da proposta visual e 30% na entrega.
Em pacote mensal de social media, o normal é pagar o mês antes de começar o mês. Nesse caso, não existe sinal: o mês inteiro é pago adiantado.
Fale do sinal junto com o preço
O erro é deixar para falar do sinal depois do "fechado". Aí parece uma exigência nova. Coloque na proposta e fale junto com o valor, sempre:
Dito assim, com naturalidade, soa como o que é: o seu processo padrão.
Quando o cliente aprova
Repare: o sinal está ligado ao próximo passo concreto (reservar a semana e começar). Pagar vira o que destrava o projeto, e não uma burocracia.
"Pago tudo no final, pode ser?"
Às vezes é só hábito. Explique o motivo com leveza:
Se ainda assim ele não quiser, você tem duas saídas:
- Diminuir o risco: propor um sinal menor (30%) ou dividir a entrega em etapas pagas.
- Recusar com educação: se o cliente não aceita nenhum pagamento adiantado, esse é o primeiro sinal de como ele vai tratar o resto do projeto.
E se ele desistir depois do sinal?
Por isso o sinal precisa estar no contrato ou, no mínimo, num resumo com o "de acordo" do cliente. O combinado mais comum: se o cliente desiste, o sinal cobre o trabalho já feito e não é devolvido. Se você desiste, devolve.
Como receber
- Pix: o mais simples. Use uma chave de conta separada da pessoal, se possível.
- Link de pagamento: útil para quem quer parcelar no cartão. A taxa sai do seu valor, então considere isso no preço.
- Nota fiscal: se você é MEI, emita a nota. Empresa maior costuma exigir.
Anote cada sinal recebido numa planilha, com a data e o que falta receber. Controle de dinheiro é a parte chata que separa o freela do negócio.
Proposta, contrato e scripts prontos para editar.
Tudo o que você precisa no momento em que o cliente pergunta "quanto você cobra?". Pagamento único de R$ 27.
Ficou com alguma dúvida? Veja as perguntas frequentes sobre preço e clientes de design.
