Antes de olhar qualquer tabela de mercado, você precisa de um número: o seu preço mínimo por hora. Ele mostra o valor abaixo do qual você está pagando para trabalhar. Sem ele, todo preço é chute.
A conta em 3 passos
1. Quanto você precisa por mês
Some tudo:
- Para viver: aluguel, contas, comida, transporte.
- Para trabalhar: software, internet, equipamento, banco de imagens.
- Impostos: se você é MEI, o valor do DAS mensal.
Em cima disso, coloque uma margem de segurança de uns 20%. Ela cobre mês fraco, férias, equipamento que quebra e cliente que atrasa.
2. Quantas horas pagas você tem
Aqui está o erro mais comum. Você não trabalha 40 horas pagas por semana. Parte do tempo vai em coisas que ninguém paga:
- procurar cliente e mandar mensagem;
- conversar, fazer briefing e montar proposta;
- estudar, organizar arquivos, emitir nota.
No começo, é realista considerar que só 60% do seu tempo vira trabalho pago. Então, se você dedica 30 horas por semana ao freela, são 18 horas pagas por semana, ou cerca de 78 por mês.
3. Divida
Quanto você precisa por mês dividido pelas horas pagas no mês. Esse é o seu mínimo por hora.
Um exemplo com números
| Para viver | R$ 2.500 |
| Custos do trabalho | R$ 300 |
| Impostos | R$ 80 |
| Margem de 20% | R$ 576 |
| Total por mês | R$ 3.456 |
| Horas pagas (30 h/semana × 60% × 4,33) | 78 horas |
| Mínimo por hora | R$ 44,34 |
Com esses números, qualquer trabalho que pague menos de R$ 44 por hora está te fazendo perder dinheiro. A calculadora de preço faz essa conta com os seus números: é só abrir a aba "Meu mínimo por hora".
Como usar esse número
Calcule pela hora, venda pelo resultado
O cliente não compra hora. Ele compra 12 posts por mês, uma identidade visual, um cardápio. Use a hora só nos bastidores:
- Estime quantas horas o trabalho leva, contando conversa e ajuste.
- Multiplique pelo seu mínimo por hora.
- Compare com a tabela de mercado.
- Apresente como pacote, com o preço arredondado para cima.
Se o seu mínimo ficar acima do mercado
Você tem três caminhos: trabalhar mais rápido (modelos, processos, bibliotecas de elementos), atender clientes que pagam mais ou revisar os custos. Baixar o preço abaixo do mínimo não é um deles.
Se ficar muito abaixo do mercado
Ótimo: você tem margem. Cobre o valor de mercado, e não o seu mínimo. O mínimo é o chão, e não o alvo.
Refaça a conta a cada seis meses
Custos mudam, você fica mais rápido e passa a ter mais clientes pagando. Atualize o número e, se fizer sentido, reajuste os pacotes dos clientes antigos com antecedência.
Descubra quanto cobrar em 1 minuto.
Escolha o serviço, diga em que fase você está e veja o preço de referência de 2026, o sinal e o seu mínimo por hora.
Ficou com alguma dúvida? Veja as perguntas frequentes sobre preço e clientes de design.
