Cliente que fecha pelo WhatsApp também pode sumir, pedir ajuste infinito ou atrasar o pagamento pelo WhatsApp. O que te protege é combinar tudo antes de começar, por escrito.
Contrato não é sinal de desconfiança. É sinal de profissionalismo, e o cliente sério gosta de saber exatamente o que está comprando.
Este artigo explica o que costuma entrar num contrato de design. Ele não substitui a orientação de um advogado, principalmente em projetos grandes.
1. Quem são as partes
Nome completo ou razão social, CPF ou CNPJ e endereço de quem contrata e de quem presta o serviço. Parece óbvio, mas contrato com "Hamburgueria do Zé" e sem CNPJ vale pouco na hora de cobrar.
2. O escopo: o que está e o que não está incluso
Esta é a cláusula que mais evita dor de cabeça. Descreva com números:
- quantas peças, em quais formatos e tamanhos;
- se a legenda, o texto ou a publicação estão inclusos;
- o que não está incluso (fotos, impressão, anúncios, arquivos abertos).
Uma boa prática é colocar o escopo num anexo, separado do texto do contrato. Assim, no mês seguinte, você só atualiza o anexo.
3. Rodadas de ajuste
Defina quantas rodadas estão incluídas em cada peça (duas é o mais comum) e quanto custa cada rodada extra. Explique o que é ajuste (trocar cor, texto, posição) e o que é refação (mudar a ideia toda depois de aprovada). Refação é trabalho novo.
4. Prazos dos dois lados
Não é só o seu prazo de entrega. Coloque também:
- até quando o cliente manda fotos, textos e informações;
- quantos dias ele tem para aprovar ou pedir ajuste;
- o que acontece se ele atrasar: o seu prazo anda junto.
5. Valor e pagamento
Valor total, forma de pagamento e datas. O padrão mais seguro para quem está começando é 50% de sinal para começar e 50% na entrega. Em pacote mensal, pagamento antecipado todo mês.
6. Atraso no pagamento
Multa e juros por atraso, e o direito de pausar o trabalho enquanto o pagamento estiver pendente. Sem essa cláusula, você fica refém de continuar entregando para quem não paga.
7. Cancelamento
O que acontece se uma das partes desistir no meio do caminho. Em geral, o sinal fica com o designer para cobrir o trabalho já feito, e o cliente recebe o que já foi entregue e pago. Em pacote mensal, combine um aviso prévio (30 dias é comum).
8. Direitos sobre a arte
Aqui mora uma confusão comum. Deixe claro:
- que o cliente pode usar a arte depois de pagar tudo;
- se os arquivos abertos (editáveis) são entregues ou não, e por quanto;
- que você pode mostrar o trabalho no seu portfólio (ou não, se o cliente pedir sigilo).
9. Imagens, fontes e materiais de terceiros
Quem é responsável pelas fotos e textos enviados pelo cliente, e quem paga por imagens ou fontes compradas para o projeto. O mais comum é o cliente responder pelo que ele manda e o custo de licenças ser repassado.
10. Comunicação e aprovação
Por qual canal as aprovações valem (WhatsApp, e-mail) e quem pode aprovar pelo cliente. Isso evita o clássico "o meu sócio não gostou" depois de tudo aprovado.
Sem contrato formal? Faça pelo menos isso
Se o cliente é pequeno e o projeto é simples, um resumo por escrito já protege muito. Mande no WhatsApp ou por e-mail:
Um "de acordo" por escrito é muito melhor do que nada.
Proposta, contrato e scripts prontos para editar.
Tudo o que você precisa no momento em que o cliente pergunta "quanto você cobra?". Pagamento único de R$ 27.
Ficou com alguma dúvida? Veja as perguntas frequentes sobre preço e clientes de design.
